Tenda fecha 2025 com recordes operacionais, avanço em preços e forte expansão do banco de terrenos
A construtora reporta crescimento consistente em lançamentos, vendas líquidas e banco de terrenos, consolidando sua estratégia de diversificação no Minha Casa Minha Vida e reforçando a preparação para novos ciclos de expansão.

A Construtora Tenda S.A. (B3: TEND3) divulgou em 11 de janeiro de 2026 sua Prévia Operacional do quarto trimestre de 2025 (4T25), apresentando dados preliminares de lançamentos, vendas, distratos, repasses, entregas e evolução do banco de terrenos. O documento evidencia novos recordes históricos em diversos indicadores e confirma a consolidação da estratégia de diversificação dentro do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), com avanço relevante de preços médios e manutenção de volumes elevados de vendas.
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Segundo a companhia, os números ainda estão sujeitos à revisão da auditoria, mas já refletem uma execução considerada consistente pela administração, com crescimento anual e melhora gradual de rentabilidade operacional por meio da elevação de tíquete médio e de um pipeline robusto para os próximos ciclos.
Lançamentos: volume recorde e avanço de preços
No quarto trimestre de 2025, a Tenda lançou 14 empreendimentos, totalizando R$ 1,7 bilhão em Valor Geral de Vendas (VGV), com crescimento de 14,7% em relação ao 3T25 e 25,5% frente ao 4T24. O preço médio por unidade atingiu R$ 238,7 mil, alta de 8,8% na comparação anual e 1,9% no trimestre, refletindo a estratégia de diversificação dentro das faixas do MCMV e a incorporação de novos atributos aos projetos. No acumulado de 2025, o VGV lançado pela Tenda alcançou R$ 5,1 bilhões, o maior patamar já registrado pela companhia.
A subsidiária Alea, por sua vez, lançou um empreendimento no período, com VGV de R$ 69,4 milhões e preço médio de R$ 199,4 mil por unidade. Parte relevante do pipeline da Alea, como o projeto Casapatio Canoas (RS), ainda depende de licenças e deve ser lançada ao longo do primeiro semestre de 2026, indicando que uma parcela da expansão projetada não foi contabilizada no 4T25.
Vendas brutas: crescimento anual e manutenção de volumes
As vendas brutas da Tenda somaram R$ 1,23 bilhão no 4T25, crescimento de 18,4% em relação ao mesmo trimestre de 2024. O preço médio por unidade vendida foi de R$ 224,8 mil, avanço de 2,7% na base anual e 2,0% sobre o trimestre anterior. No ano, as vendas brutas atingiram R$ 4,75 bilhões, configurando recorde histórico da companhia.
Na Alea, o desempenho foi ainda mais expressivo em termos relativos: as vendas brutas trimestrais totalizaram R$ 170,1 milhões, com crescimento de 105,1% em relação ao 4T24. Em 2025, a marca alcançou R$ 643,7 milhões em vendas brutas, alta de 54,6% na comparação anual, indicando consolidação do modelo de atuação no segmento.
Vendas líquidas: recorde anual e impacto pontual nos indicadores
As vendas líquidas da Tenda no 4T25 atingiram R$ 1,10 bilhão, crescimento de 19,2% em relação ao 4T24, com VSO Líquida de 22,6%. A administração destaca que o indicador foi temporariamente impactado por um volume elevado de lançamentos (R$ 638,1 milhões) concentrados na última semana de dezembro, cujas vendas começaram apenas em janeiro de 2026. Desconsiderando esse efeito, a VSO Líquida teria sido de 26,0%, dentro do intervalo esperado pela companhia.
No acumulado do ano, a Tenda reportou R$ 4,24 bilhões em vendas líquidas, atingindo o guidance para 2025 e estabelecendo novo recorde histórico. Já a Alea registrou R$ 120,9 milhões em vendas líquidas no trimestre, crescimento de 107,1% na base anual, com VSO Líquida de 38,0%, apesar de distratos de R$ 49,1 milhões no período.
Distratos: controle relativo e crescimento anual
Os distratos da Tenda somaram R$ 128,6 milhões no 4T25, representando 10,7% das vendas brutas do trimestre. No acumulado de 2025, os distratos atingiram R$ 506,1 milhões, crescimento de 25,1% em relação a 2024. Apesar do aumento anual, a relação distratos/vendas permaneceu em patamar considerado administrável pela administração, sobretudo diante da expansão de volume e do crescimento do tíquete médio.
Na Alea, os distratos chegaram a R$ 49,1 milhões no trimestre, com crescimento expressivo na comparação anual, acompanhando a rápida expansão da base de vendas da operação.
Repasses, entregas e obras: base sólida de execução
O VGV repassado pela Tenda no 4T25 totalizou R$ 827,6 milhões, alta de 33,5% em relação ao 4T24, embora com redução de 15,0% frente ao 3T25, efeito explicado pela concentração de cheques estaduais no trimestre anterior. No acumulado do ano, os repasses atingiram R$ 3,43 bilhões, crescimento de 27,3% sobre 2024.
Em termos operacionais, a Tenda entregou 5.261 unidades no trimestre e encerrou o período com 67 obras em andamento. A Alea, por sua vez, reportou R$ 129,8 milhões em VGV repassado, crescimento de 127,7% na base anual, com 687 unidades repassadas e 407 unidades entregues no 4T25. No consolidado, a companhia somou R$ 957,4 milhões em VGV repassado no trimestre e 3.902,2 milhões no ano, alta de 32,4% em relação a 2024.
Banco de terrenos: expansão recorde e foco em permutas
Um dos principais destaques do comunicado foi a evolução do banco de terrenos. A Tenda encerrou o 4T25 com R$ 22,5 bilhões em VGV, crescimento de 25,2% em relação ao 4T24 e 8,7% frente ao 3T25, estabelecendo novo recorde histórico. As aquisições e ajustes somaram R$ 3,5 bilhões no trimestre, praticamente o dobro do volume de lançamentos do período.
A empresa também ressaltou o aumento da participação de compras via permuta, que alcançaram 64,0% do total, estratégia que reduz desembolso imediato de caixa e melhora a eficiência do capital empregado. Na Alea, o banco de terrenos chegou a R$ 6,1 bilhões em VGV, crescimento de 25,6% na comparação anual, representando 21,3% do VGV consolidado da companhia. No consolidado, o banco de terrenos totalizou R$ 28,6 bilhões, alta de 25,3% frente a 2024.
Estratégia: diversificação no MCMV e captura de valor
Na mensagem da administração, a Tenda destacou que os resultados refletem consistência na execução estratégica e avanços relevantes nos principais indicadores operacionais. A empresa manteve o foco na diversificação dentro das faixas do MCMV, com ênfase no segmento Faixa 1, e observou elevação do preço médio de lançamentos ao longo do segundo semestre de 2025. O preço médio de lançamento foi 7,3% superior ao do primeiro semestre, com reflexo gradual nos preços de venda, que cresceram 2,0% na comparação trimestral no 4T25.
Outro ponto enfatizado foi o ritmo elevado de aquisições de terrenos, visto como um movimento de preparação para ciclos futuros de crescimento, alinhado às diretrizes estratégicas já divulgadas ao mercado.
Análise: o que os números indicam para o mercado
A prévia operacional do 4T25 mostra uma Tenda que cresce em volume sem abrir mão de ganhos graduais de preço, algo particularmente relevante em um segmento historicamente pressionado por margens. O recorde de R$ 5,1 bilhões em lançamentos e de R$ 4,24 bilhões em vendas líquidas no ano reforça a capacidade da companhia de manter escala elevada, enquanto o avanço do tíquete médio sugere maior captura de valor por unidade.
O banco de terrenos de R$ 28,6 bilhões no consolidado fornece visibilidade de médio e longo prazo para novos projetos, e o aumento das operações via permuta contribui para preservar caixa em um ambiente ainda desafiador de financiamento e custos. Ao mesmo tempo, o impacto pontual de lançamentos concentrados no fim do trimestre sobre a VSO evidencia que parte da pressão nos indicadores é mais temporal do que estrutural, o que pode se refletir positivamente nos números de 2026.
Sem extrapolar os dados divulgados, o conjunto de informações aponta para uma companhia operacionalmente mais robusta, com pipeline ampliado, maior diversificação de produtos dentro do MCMV e capacidade de sustentar crescimento mesmo em um cenário de mercado ainda sensível a crédito e renda.



